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quarta-feira, 2 de março de 2011
Vigarista tenta doutorar-se com copy-past....Pelo menos teve a coragem de se demitir...
Vigarista tenta doutorar-se com copy-past.
O ministro da defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, demitiu-se hoje, na sequência de acusações de plágio na sua tese de doutoramento, que já tinham levado a Universidade de Bayreuth a retirar-lhe o grau de doutor em Direito.
O artista,aristocrata e membro da CSU, é ministro de uma área muito sensível da governação.Do que será mais capaz tal criatura?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Para pagar,estamos cá nós
Isto é inacreditável.Com é possível que,enquanto nos roubam o salário se pague quantias destas a essa gente,ainda por cima de pouco mérito?
"Na RTP existem 64 casos de salários que superam os cinco mil euros. O ordenado de algumas das principais caras da informação da estação pública ultrapassa mesmo os dez mil euros por mês.
Como informa o Correio da Manhã, em alguns dos casos há ordenados superiores ao do Presidente da República. O salário de José Alberto Carvalho, director de informação da RTP é um exemplo disso. O jornalista aufere cerca de 16 mil euros por mês.
Na maior parte dos casos, a principal fonte de vencimento vem dos vários subsídios atribuídos pelo grupo público: de categoria, de antiguidade, de integração ou de apresentação.
Judite de Sousa (14 923 euros), José Rodrigues dos Santos (14768 euros), José Fragoso (12778 euros) e Fátima Campos Ferreira (11 413 euros) são apenas alguns dos funcionários da estação pública com salários elevados.
Numa altura em que o Governo está a implementar medidas de austeridade que passam, sobretudo, pelos cortes salariais, acende a polémica ao ponto de o Bloco de Esquerda ter chamado ao Parlamento Guilherme Costa, presidente da RTP, para explicar "ajustamentos de remunerações" a alguns cargos de chefia. "
[i on-line]
"Na RTP existem 64 casos de salários que superam os cinco mil euros. O ordenado de algumas das principais caras da informação da estação pública ultrapassa mesmo os dez mil euros por mês.
Como informa o Correio da Manhã, em alguns dos casos há ordenados superiores ao do Presidente da República. O salário de José Alberto Carvalho, director de informação da RTP é um exemplo disso. O jornalista aufere cerca de 16 mil euros por mês.
Na maior parte dos casos, a principal fonte de vencimento vem dos vários subsídios atribuídos pelo grupo público: de categoria, de antiguidade, de integração ou de apresentação.
Judite de Sousa (14 923 euros), José Rodrigues dos Santos (14768 euros), José Fragoso (12778 euros) e Fátima Campos Ferreira (11 413 euros) são apenas alguns dos funcionários da estação pública com salários elevados.
Numa altura em que o Governo está a implementar medidas de austeridade que passam, sobretudo, pelos cortes salariais, acende a polémica ao ponto de o Bloco de Esquerda ter chamado ao Parlamento Guilherme Costa, presidente da RTP, para explicar "ajustamentos de remunerações" a alguns cargos de chefia. "
[i on-line]
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Um ano depois de Luis Carmo ter saltado da ponte
Escola de Fitares. O diário póstumo do professor
por Kátia Catulo , Publicado em 10 de Novembro de 2010 | Actualizado há 22 horas
Relatório da DREL fala das queixas, da indisciplina dos alunos e dos pedidos de ajuda do professor de Música que se suicidou em Março
O professor de Música atirou-se ao Tejo no dia 9 de Fevereiro por não suportar mais alguns dos alunos da Escola Básica 2+3 de Fitares (Sintra). A morte de L. V. C. apareceu nos jornais e na televisão depois de ser noticiada em Março pelo i, mas o inquérito a este caso acabou por ser arquivado em Maio pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) por falta de "factos merecedores de censura jurídico--disciplinar". E assim se arrumou o assunto sem se perceber o que se passou com o docente de 51 anos que, antes de morrer, deixou uma nota no seu computador: "Se o meu destino é sofrer, dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim [...], a única solução apaziguadora será o suicídio." Nove meses depois de o professor saltar da Ponte 25 de Abril, o i teve acesso ao relatório final do inquérito, que relata passo a passo as dificuldades de L. V. C. em lidar com a indisciplina dos seus alunos.
Em três meses, o professor fez 15 participações disciplinares, apesar de só dez surgirem discriminadas no documento. Destas, só uma resultou na aplicação de uma medida correctiva a um aluno, que foi alvo de cinco queixas no total. L. V. C. denunciou o mau comportamento de vários adolescentes, mas houve um em particular que consumiu boa parte da sua paciência. A relação entre o professor e o aluno começou mal, logo no início das aulas, e o primeiro sintoma surge em Outubro de 2009 com uma participação escrita, depois de o rapaz o insultar chamando-lhe "careca" e resistir a uma ordem de saída de sala.
A directora de turma convoca a encarregada de educação para ir à escola, mas esse encontro só acontece um mês mais tarde e depois de o aluno já ter sido alvo de uma segunda queixa do professor. Desta vez o motivo são uns headphones que o rapaz estaria a usar na sala. Ao ser repreendido, terá respondido ao professor: "Você deve estar maluco." É a própria directora da escola a investigar o caso, acabando por concluir que o aluno não tinha consigo os auscultadores. O certo é que, duas semanas depois, o aluno volta a ser repreendido na aula por usar um leitor de MP3 "com som audível" e, nesse mesmo dia, é alvo de duas queixas disciplinares investigadas pela directora do agrupamento e consideradas "irrelevantes em termos disciplinares".
"Anda cá, Cão!" É só ao final da quinta participação, a 21 de Janeiro, que a direcção da escola pede ao director de turma um relatório com as ocorrências disciplinares do adolescente. A medida é desencadeada quando L. V. C. se queixa que o rapaz lhe diz "Anda cá, cão", batendo com a mão na perna. É a provocação do aluno por o professor não responder aos pedidos de ajuda para um trabalho de grupo.
O relatório chega às mãos da directora no prazo de uma semana e em "inícios de Fevereiro" - o documento da DREL não esclarece se antes ou depois da morte do professor - a directora da escola aceita a proposta de aplicar uma medida sancionatória ao adolescente. Mas a decisão acaba por ser substituída por uma medida correctiva de dez dias de trabalho na biblioteca e justificada como a mais adequada para não ter "repercussões" na progressão do aluno.
Outros adolescentes também estão na lista dos malcomportados de L. V. C. Há participações de alunos que "põem o telemóvel a tocar na aula" ou têm "sistematicamente" uma atitude de "provocação", que, segundo o relatório da DREL, não foram investigadas pela escola. Há ainda reacções "agressivas" contra o professor de Música ou "uma festa na cabeça" de L. V. C. que tiveram como única consequência disciplinar a repreensão da directora de turma e que terá sido suficiente para alterar o comportamento dos alunos.
Solidão O professor de Música era um homem reservado. Ninguém desconfiava da dimensão do seu desespero. E é esse o motivo que leva os responsáveis da DREL a explicar a razão por que o "diálogo" com os docentes ficou reduzido ao "estritamente necessário". Apesar disso, L. V. C. alertou por diversas vezes para os problemas disciplinares que tinha nas suas turmas. Manifestou as suas inquietações em três reuniões distintas, mas só numa delas essas queixas ficaram registadas em acta.
A indisciplina nas aulas não era um problema novo para o professor, já que na escola onde fora colocado no ano lectivo anterior encontrara os mesmos obstáculos, salienta o relatório. Perante o comportamento dos alunos, "agiu de forma idêntica" e obteve "resposta semelhante" nas duas escolas, conclui o documento. L. V. C. sempre encarou os problemas de indisciplina como "moinhos de vento", como em Março contou ao i o psicólogo que o acompanhou nos últimos dois anos. Só que o seu quadro clínico agravou-se meses antes da sua morte. As suas "fragilidades" deterioraram--se até sentir que a única resposta estaria no fundo do Tejo.
Em três meses, o professor fez 15 participações disciplinares, apesar de só dez surgirem discriminadas no documento. Destas, só uma resultou na aplicação de uma medida correctiva a um aluno, que foi alvo de cinco queixas no total. L. V. C. denunciou o mau comportamento de vários adolescentes, mas houve um em particular que consumiu boa parte da sua paciência. A relação entre o professor e o aluno começou mal, logo no início das aulas, e o primeiro sintoma surge em Outubro de 2009 com uma participação escrita, depois de o rapaz o insultar chamando-lhe "careca" e resistir a uma ordem de saída de sala.
A directora de turma convoca a encarregada de educação para ir à escola, mas esse encontro só acontece um mês mais tarde e depois de o aluno já ter sido alvo de uma segunda queixa do professor. Desta vez o motivo são uns headphones que o rapaz estaria a usar na sala. Ao ser repreendido, terá respondido ao professor: "Você deve estar maluco." É a própria directora da escola a investigar o caso, acabando por concluir que o aluno não tinha consigo os auscultadores. O certo é que, duas semanas depois, o aluno volta a ser repreendido na aula por usar um leitor de MP3 "com som audível" e, nesse mesmo dia, é alvo de duas queixas disciplinares investigadas pela directora do agrupamento e consideradas "irrelevantes em termos disciplinares".
"Anda cá, Cão!" É só ao final da quinta participação, a 21 de Janeiro, que a direcção da escola pede ao director de turma um relatório com as ocorrências disciplinares do adolescente. A medida é desencadeada quando L. V. C. se queixa que o rapaz lhe diz "Anda cá, cão", batendo com a mão na perna. É a provocação do aluno por o professor não responder aos pedidos de ajuda para um trabalho de grupo.
O relatório chega às mãos da directora no prazo de uma semana e em "inícios de Fevereiro" - o documento da DREL não esclarece se antes ou depois da morte do professor - a directora da escola aceita a proposta de aplicar uma medida sancionatória ao adolescente. Mas a decisão acaba por ser substituída por uma medida correctiva de dez dias de trabalho na biblioteca e justificada como a mais adequada para não ter "repercussões" na progressão do aluno.
Outros adolescentes também estão na lista dos malcomportados de L. V. C. Há participações de alunos que "põem o telemóvel a tocar na aula" ou têm "sistematicamente" uma atitude de "provocação", que, segundo o relatório da DREL, não foram investigadas pela escola. Há ainda reacções "agressivas" contra o professor de Música ou "uma festa na cabeça" de L. V. C. que tiveram como única consequência disciplinar a repreensão da directora de turma e que terá sido suficiente para alterar o comportamento dos alunos.
Solidão O professor de Música era um homem reservado. Ninguém desconfiava da dimensão do seu desespero. E é esse o motivo que leva os responsáveis da DREL a explicar a razão por que o "diálogo" com os docentes ficou reduzido ao "estritamente necessário". Apesar disso, L. V. C. alertou por diversas vezes para os problemas disciplinares que tinha nas suas turmas. Manifestou as suas inquietações em três reuniões distintas, mas só numa delas essas queixas ficaram registadas em acta.
A indisciplina nas aulas não era um problema novo para o professor, já que na escola onde fora colocado no ano lectivo anterior encontrara os mesmos obstáculos, salienta o relatório. Perante o comportamento dos alunos, "agiu de forma idêntica" e obteve "resposta semelhante" nas duas escolas, conclui o documento. L. V. C. sempre encarou os problemas de indisciplina como "moinhos de vento", como em Março contou ao i o psicólogo que o acompanhou nos últimos dois anos. Só que o seu quadro clínico agravou-se meses antes da sua morte. As suas "fragilidades" deterioraram--se até sentir que a única resposta estaria no fundo do Tejo.
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