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sábado, 10 de abril de 2010

De novo os suicídios: a palavra de Santana Castilho













«Escolas são ilhas de tirania»
Santana Castilho diz que «assédio moral» está a transformar as escolas em locais de subjugação 


Por: Redacção /Aline Raimundo  |  09-04-2010  10: 28




Ilhas de Tirania


Santana Castilho, professor do Ensino Superior e especialista em gestão educativa, acredita que o que levou ao suicídio o professor José António Martins, de Vouzela, foi um prolongado processo de assédio moral, que este especialista considera ser a vertente dominante da actual gestão educacional, dita moderna. Em declarações ao tvi24.pt, Santana Castilho reitera o que já tinha escrito na coluna que assina no jornal «Público»: «as escolas foram-se transformando em locais de subjugação, de vivência dolorosa e inútil, pequenas ilhas de tirania».


O que leva um professor a suicidar-se


«Não consigo mais ser um bom professor»


Nos casos extremos do professor Luís, de Sintra, e de José António Martins, de Vouzela, que Santana Castilho averiguou pessoalmente, a escola acabou por ser local de «tortura e de morte». «Há uma relação de causa-efeito entre as políticas seguidas e o acumular de estados depressivos dos professores», assegura ao tvi24.pt.


De José António Martins, Santana Castilho diz que «era um professor normalíssimo com uma vida normalíssima que entrou num processo de depressão porque os superiores lhe exigiam uma carga de trabalho que não podia suportar e lhe pediam responsabilidades sobre o que era humanamente impraticável». José António Martins «tinha uma consciência moral forte que o levava a sentir que o que estava a fazer não servia absolutamente para nada e que participava num ludíbrio», refere.


Santana Castilho explica que «se está a criar um drama nas escolas, uma cascata de efeitos sociais». «A pressão insuportável para promover artificialmente resultados, a incerteza crescente que caracteriza as relações de trabalho e a sua galopante desumanização, promovida por dirigentes sem alma, estão a destruir a escola pública», defende.


«Professores vão cada vez mais ao psiquiatra»


Professora relata drama «escondido» do mobbing


«O conceito de escola a tempo inteiro, com uma carga horária de 35 horas semanais, actividades escolares ao sábado e ao domingo que não encontram contrapartida nas remunerações salariais, um Estatuto do Aluno pré-ordenado para que os estudantes passem sem saber, um processo de gestão das escolas que saiu completamente do controlo dos professores são realidades que causam problemas terríveis a quem é sério», acrescenta.


Para Santana Castilho, «a corrupção da avaliação educacional, de que a avaliação individual de desempenho docente é o clímax, gerou medo, destruiu a cooperação e abriu caminho ao assédio moral dos professores, que conduz ao desespero e ao isolamento».


Santana Castilho entende que a avaliação dos professores só faz sentido se servir «para identificar obstáculos ao exercício correcto da actividade docente, para os remover, e não escravizar pessoas». Caso contrário, os «professores deixam de ser professores» e «crescem, assim, o número de escolas que se transformam em pequenas ilhas de tirania», à semelhança da experiência clássica de «ratos fechados numa gaiola que se tornam agressivos».


«Se não invertermos esta lógica, não nos devemos espantar se ao Luís e ao José António se sucederem outros», remata. 

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Esta é do caraças! Num país à beira do abismo, saem-se com essa...


Iceland's Prime Minister Johanna Sigurdardottir
Johanna Sigurdardottir, prime minister of Iceland. Photograph: Bob Strong/REUTERS
The following correction was printed in the Guardian's Corrections and clarifications column, Saturday 27 March 2010
Iceland's prime minister, Johanna Sigurdardottir, was wrongly credited with being the country's first female head of state. That honour goes to Vigdis Finnbogadottir, who served as president from 1980 to 1996

Iceland is fast becoming a world-leader in feminism. A country with a tiny population of 320,000, it is on the brink of achieving what many considered to be impossible: closing down its sex industry.
While activists in Britain battle on in an attempt to regulate lapdance clubs – the number of which has been growing at an alarming rate during the last decade – Iceland has passed a law that will result in every strip club in the country being shut down. And forget hiring a topless waitress in an attempt to get around the bar: the law, which was passed with no votes against and only two abstentions, will make it illegal for any business to profit from the nudity of its employees.
Even more impressive: the Nordic state is the first country in the world to ban stripping and lapdancing for feminist, rather than religious, reasons. Kolbrún Halldórsdóttir, the politician who first proposed the ban, firmly told the national press on Wednesday: "It is not acceptable that women or people in general are a product to be sold." When I asked her if she thinks Iceland has become the greatest feminist country in the world, she replied: "It is certainly up there. Mainly as a result of the feminist groups putting pressure on parliamentarians. These women work 24 hours a day, seven days a week with their campaigns and it eventually filters down to all of society."
The news is a real boost to feminists around the world, showing us that when an entire country unites behind an idea anything can happen. And it is bound to give a shot in the arm to the feminist campaign in the UK against an industry that is both a cause and a consequence of gaping inequality between men and women.
According to Icelandic police, 100 foreign women travel to the country annually to work in strip clubs. It is unclear whether the women are trafficked, but feminists say it is telling that as the stripping industry has grown, the number of Icelandic women wishing to work in it has not. Supporters of the bill say that some of the clubs are a front forprostitution – and that many of the women work there because of drug abuse and poverty rather than free choice. I have visited a strip club in Reykjavik and observed the women. None of them looked happy in their work.
So how has Iceland managed it? To start with, it has a strong women's movement and a high number of female politicans. Almost half the parliamentarians are female and it was ranked fourth out of 130 countries on the international gender gap index (behind Norway, Finland and Sweden). All four of these Scandinavian countries have, to some degree, criminalised the purchase of sex (legislation that the UK will adopt on 1 April). "Once you break past the glass ceiling and have more than one third of female politicians," says Halldórsdóttir, "something changes. Feminist energy seems to permeate everything."
Johanna Sigurðardottir is Iceland's first female and the world's first openly lesbian head of state. Guðrún Jónsdóttir of Stígamót, an organisation based in Reykjavik that campaigns against sexual violence, says she has enjoyed the support of Sigurðardottir for their campaigns against rape and domestic violence: "Johanna is a great feminist in that she challenges the men in her party and refuses to let them oppress her."
Then there is the fact that feminists in Iceland appear to be entirely united in opposition to prostitution, unlike the UK where heated debates rage over whether prostitution and lapdancing are empowering or degrading to women. There is also public support: the ban on commercial sexual activity is not only supported by feminists but also much of the population. A 2007 poll found that 82% of women and 57% of men support the criminalisation of paying for sex – either in brothels or lapdance clubs – and fewer than 10% of Icelanders were opposed.
Jónsdóttir says the ban could mean the death of the sex industry. "Last year we passed a law against the purchase of sex, recently introduced an action plan on trafficking of women, and now we have shut down the strip clubs. The Nordic countries are leading the way on women's equality, recognising women as equal citizens rather than commodities for sale."
Strip club owners are, not surprisingly, furious about the new law. One gave an interview to a local newspaper in which he likened Iceland's approach to that of a country such as Saudi Arabia, where it is not permitted to see any part of a woman's body in public. "I have reached the age where I'm not sure whether I want to bother with this hassle any more," he said.
Janice Raymond, a director of Coalition Against Trafficking in Women, hopes that all sex industry profiteers feel the same way, and believes the new law will pave the way for governments in other countries to follow suit. "What a victory, not only for the Icelanders but for everyone worldwide who repudiates the sexual exploitation of women," she says.
Jónsdóttir is confident that the law will create a change in attitudes towards women. "I guess the men of Iceland will just have to get used to the idea that women are not for sale."

domingo, 4 de abril de 2010

Coelho...de Páscoa. Parque Escolar soma e segue.

Mota-Engil Engenharia
moderniza parque escolar
A Mota-Engil Engenharia está a intervir em oito escolas inseridas no programa de modernização do Parque Escolar destinado ao ensino Secundário. As escolas em questão são a Passos Manuel (em consórcio com a HCI), a Gil Vicente, a Marquesa de Alorna, a Josefa de Óbidos e a Eça de Queiroz (todas em Lisboa), a D. Manuel I (em Beja), a Pedro Alexandrino (em Loures) e a escola secundária de Benavente.
A intervenção consiste em remodelar as escolas e dotá-las de novos edifícios, invertendo o ciclo de degradação e melhorando as condições de segurança e acessibilidade. Um dos grandes desafios resulta da necessidade de conciliar os trabalhos com o normal funcionamento das escolas, garantindo, ao mesmo tempo, a segurança de todos. Neste contexto, a Mota-Engil está contratualmente obrigada a compatibilizar os trabalhos com o calendário escolar. Esta condição levou a que a conclusão das fases de várias escolas coincidisse no tempo.
Os trabalhos correspondentes à primeira Fase das escolas Marquesa de Alorna, Josefa de Óbidos, D. Manuel I, Pedro Alexandrino e Benavente (esta última antecipando em 2 meses a data contratual) foram concluídos dentro do prazo, permitindo assim a mudança dos alunos para as novas instalações e a entrada da Mota-Engil nos edifícios correspondentes à 2.ª Fase. Os trabalhos da 1.ª Fase da escola Eça de Queiroz foram concluídos com a entrega de um edifício que entrou em utilização efectiva ainda no decorrer do 2.º Período do presente ano lectivo.
Já se realizou a mudança de fase nas escolas Passos Manuel, Gil Vicente, Eça de Queirós e Pedro Alexandrino. Nas duas primeiras, essa mudança foi a primeira desde o início da empreitada. Uma nota para o facto de as escolas Eça de Queirós e Pedro Alexandrino terem antecipado as datas contratuais para a conclusão da 2.ª Fase. Essa antecipação permitiu, no caso da escola Pedro Alexandrino, que a data de início da 3.ª Fase fosse antecipada, situação que não se verificou na Eça de Queirós devido a condicionalismos impostos pelo seu funcionamento.
Sendo a modernização das escolas uma intervenção global que envolve diversas especialidades, merecem ser destacados alguns trabalhos para os quais foi necessário o envolvimento de outros departamentos da empresa: as Fundações Especiais executaram as microestacas na escola Gil Vicente, estão a executar as paredes de contenção na Passos Manuel e o betão projectado em reforço de paredes na escola de Benavente; o departamento de Topometria monitorizou as galerias da escola Gil Vicente enquanto se procedia ao reforço, escavação e consolidação das suas fundações (com projecto elaborado pelo Gabinete Técnico); o departamento de Geotecnia realizou as campanhas de sondagens nas escolas Gil Vicente, Marquesa de Alorna e Josefa de Óbidos. A Mota-Engil Electromecânica tem também um papel muito importante no desenrolar desta empreitada, pois ficaram a seu cargo todos os trabalhos da sua especialidade em todas as escolas, excepto na Passos Manuel.
Outro facto relevante foi a descoberta, na escola Gil Vicente, de vestígios arqueológicos (o mais antigo dos quais remonta ao século VIII) que condicionaram a execução de dois edifícios a construir de raiz. Por este motivo, a Parque Escolar decidiu suspender a construção do pavilhão polidesportivo. A obra na escola Gil Vicente tem sido acompanhada por uma equipa de arqueólogos para garantir uma escavação cuidada da zona abrangida e o posterior registo e catalogação dos vestígios encontrados.
A Mota-Engil concluirá todos os trabalhos nas escolas Marquesa de Alorna, Josefa de Óbidos, Eça de Queiroz, D. Manuel I, Pedro Alexandrino e Benavente até à data contratual, a tempo de os alunos iniciarem o próximo ano lectivo nas novas instalações. As escolas Passos Manuel e Gil Vicente têm prazos contratuais mais extensos, pelo que os trabalhos nestas escolas serão concluídos no decorrer do próximo ano lectivo.
A intervenção da Mota-Engil neste lote de oito escolas prolongar-se-á após a conclusão dos trabalhos: ao abrigo da componente contratual de prestação de serviços, a Mota-Engil será responsável pela manutenção das instalações das escolas por um período máximo de 10 anos.