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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Assinatura fácil de falsificar...

A anedota da tarde...BPN: Cavaco afinal vendeu barato - Sol









"Quando Cavaco Silva vendeu as acções por 2,40 euros, o BPN estava a vendê-las por 2,75. Ao contrário do que se pensava, Cavaco podia ter vendido melhor.
Cavaco Silva vendeu as acções que detinha na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), então proprietária do Banco Português de Negócios (BPN ), por um valor inferior ao que o presidente deste grupo, José Oliveira Costa, fixou noutras operações de compra e venda.
As acções de Cavaco - adquiridas em 2001, por um euro cada - foram compradas pela SLN, dois anos depois, pelo preço unitário de 2,40 euros, quando o preço que esta já praticava era de 2,75. Cavaco perdeu, assim, cerca de 36.682 euros: vendeu-as por 252.907 euros, quando podia ter recebido 289.789 euros, se o preço unitário fosse de 2,75 euros.
Segundo documentos a que o SOL teve acesso, no mesmo dia (17 de Novembro de 2003) em que o ex-primeiro-ministro pediu que fossem vendidas as suas 105.378 acções (que representavam 0,03% do capital da SLN), José Oliveira Costa vendeu um lote de 363.636 acções a José Procópio dos Santos, dono da cadeia de hotéis Luna, pelo valor unitário de 2,75 euros.
Mas há mais casos que demonstram que, apesar de a SLN não estar cotado na Bolsa, os 2,75 euros por acção era o valor já praticado pelo grupo e não os 2,40 aplicados a Cavaco.
Meses antes, por exemplo, Oliveira Costa autorizou a venda de outro lote de acções a Ezequiel Sequeira. O então presidente da SLN recebeu a proposta deste empresário, datada de 17 de Julho, tendo despachado no canto superior esquerdo: «Autorizo, 03.09.19, José Oliveira Costa». A operação concretizar-se-ia a 9 de Outubro.
Também Patrícia Cavaco Silva, que comprara 149.640 acções vendeu-as no mesmo dia e ao mesmo preço das do pai, tendo perdido 52.374 euros (vendeu-as por E359.136 euros, em vez de 411.510 euros se o valor unitário fosse de E2,75 euros).
Cavaco e a filha tinham comprado as acções em Abril de 2001, directamente a Oliveira Costa, pelo mesmo preço a que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro. A venda das suas acções seria despachada também por Oliveira Costa, no canto superior das cartas que Cavaco e a filha lhe dirigiram: «Autorizo a aquisição pela SLN-Valor SGPS Lda, ao preço de 2,40 por acção. 03.11.17 José Oliveira Costa».
felicia.cabrita@sol.pt

Mais um boneco do Zé d'Almeida...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Que oportuno...Vai haver eleições...Presidente do BPN cancela audição no Parlamento - Sol

Presidente do BPN cancela audição no Parlamento
5 de Janeiro, 2011Por Susete Francisco
Francisco Bandeira diz que fez «má utilização» da agenda electrónica e afinal tem um compromisso na próxima sexta-feira. Deputados criticam «desrespeito» pela Assembleia da República.O presidente do Conselho de Administração do BPN cancelou a audição que tinha agendado para a próxima sexta-feira, no Parlamento, para prestar esclarecimentos aos deputados sobre a situação do Banco Português de Negócios. Num mail enviado na manhã de hoje à comissão de Orçamento e Finanças, Francisco Bandeira diz que não poderá estar presente, dada a coincidência com um compromisso nos Açores, «há muito assumido».
A audição parlamentar foi marcada em Dezembro, mas o presidente do BPN alega que se enganou ao acertar a data: «Ao consultar a agenda electrónica não detectei, por má utilização, qualquer compromisso», refere a mensagem.
O cancelamento - e a explicação - caíram mal entre os deputados, com o social-democrata Hugo Velosa a qualificar o adiamento como «inaceitável» e João Almeida, do CDS, a apontar um «profundo desrespeito pela Assembleia da República». Reunidos na comissão de Orçamento, todos os partidos concordaram numa exigência: a audição deve realizar-se antes da ida ao Parlamento, na próxima terça-feira, do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, também para dar explicações sobre o BPN.
Ficou assim aberta a hipótese de a reunião com Francisco Bandeira, que terá de ser reagendada, se realizar durante o fim-de-semana.
susete.francisco@sol.pt

Encostado às cordas.

Eu não me importava de ter comprado dessas acções...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A verdadeira razão do roubo dos salários da Função Pública...

Governo e Presidente têm estado sob fogo à conta da nacionalização do BPN, levada a cabo em Novembro de 2008Contribuintes vão pagar buraco do BPN durante 10 anos

por Ana Suspiro , Publicado em 04 de Janeiro de 2011  |  Actualizado há 15 horas
O aumento de capital de 500 milhões e a transferência dos activos tóxicos do banco pode coincidir com a campanha para as presidenciais


O Banco Português de Negócios (BPN) tornou-se num tema quente numa campanha presidencial morna (ver texto ao lado). Coincidência ou não, a verdade é que vários passos decisivos para o futuro do banco poderão ser dados no mês das eleições. Um deles é o aumento de capital de 500 milhões de euros.

O outro passo, já anunciado nos termos da privatização do BPN, é a cedência dos créditos com imparidades do banco a entidades terceiras na esfera do Estado. A separação destes activos, que são os principais responsáveis pela situação líquida negativa do banco, já está praticamente concluída com criação de três sociedades-veículos actualmente detidas pelo BPN. O passo que se segue é a sua cedência a uma entidade do Estado. Essa transferência deverá ser feita ao valor nominal dos créditos e activos, que ronda os 2 mil milhões de euros. Em simultâneo, serão transferidas as imparidades, designadas por Bad Bank (banco mau), associadas a esses créditos que passam a ser reconhecidas pela entidade que ficar com as novas sociedades.

Está previsto que o valor dos 2 mil milhões de euros associado a esses activos seja diluído ao longo de dez anos, com um prazo inicial de carência de juros. Este período alargado, para além de atenuar o impacto imediato nas contas públicas, também dá margem para a recuperação desses créditos, que no final deste prazo até pode correr melhor do que as perdas hoje reconhecidas no balanço do BPN. Aliás, essa foi a expectativa assumida pelo Ministério das Finanças quando lançou o concurso público que acabou por ficar vazio. Só no final dos dez anos é que se poderá fazer as contas ao balanço final para o Estado da nacionalização do banco. Mas até o governo já reconheceu que esse saldo será negativo.

Se essas perdas fossem assumidas hoje, o prejuízo para o Estado seria da ordem dos 2 mil milhões de euros, para além dos 500 milhões de euros do aumento de capital.

A passagem destes activos para fora do universo do BPN, combinada com o aumento de capital de 500 milhões de euros, é essencial para que o banco possa ultrapassar a situação líquida negativa e elevar os rácios de capital para os níveis exigidos pelo Banco de Portugal.

Uma das decisões a tomar em breve pelo governo é onde vai colocar estes activos tóxicos. Para já, eles foram transferidos para três sociedades detidas pelo próprio BPN - a Parvalorem, a Parparticipações e a Parups. Uma das hipóteses em cima da mesa é a sua cedência do grupo Parpública, tese que é apoiada pelo nome escolhido para estas sociedades-veículos. Fonte oficial da empresa do Estado disse contudo desconhecer qualquer intenção nesse sentido. O Ministério das Finanças não se pronunciou sobre a matéria. Fonte oficial do BPN também não avançou mais informação. O actual presidente, Francisco Bandeira, vai sexta-feira ao parlamento e o ministro Teixeira dos Santos irá também.

Os activos com imparidade que vão ser transferidos são o património imobiliário, os créditos com níveis mais elevados de perdas potenciais e ainda as participações financeiras em empresas do grupo BPN, como o banco de investimento Efisa, o BPN Gestão de Activos, o BPN Crédito, a Imofundos e a Real Vida.

?Sabemos a resposta...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Isto é a Disneylândia...João honesto já não pilha galinhas

Oliveira Costa está em liberdade

O fundador do Banco Português de Negócios (BPN) está desde esta quarta-feira em liberdade.
Segundo avança o site do semanário ‘Expresso', José Oliveira Costa apenas se encontra impedido de sair do País e obrigado a apresentar-se à secretaria do tribunal nas manhãs de todas as terça-feiras.
Acusado de vários crimes relacionados com o BPN e a Sociedade Lusa de Negócios, e até agora em prisão domiciliária, Oliveira Costa tem julgamento marcado para 15 de Dezembro.