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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ladroagem II:Doze gestores públicos levam 1,6 milhões só em salários - JN

Doze gestores públicos levam 1,6 milhões só em salários

Doze gestores públicos levam 1,6 milhões só em salários

00h15m

Virgínia Alves
Das 18 empresas públicas cujos mandatos dos conselhos de administração terminam este mês, em 12 delas os custos com os vencimentos dos presidentes ascendem a 1,6 milhões de euros, valor a que não foram somados os prémios nem as ajudas de custo.
 

 
Entre Março e Maio do próximo ano, quando ocorrem as assembleias gerais, deverão ser conhecidas as composições dos conselhos de administração de 18 empresas públicas. O Governo tem até essa data que decidir que nomeia novas figuras ou se reconduz as lideranças.
Lideranças que, em 2009, e apenas para os presidentes dos conselhos de administração de 12 empresas, sem contar com prémios e ajudas de custo, que variam de acordo com a empresa, ascenderam a uma conta superior a 1,6 milhões de euros.
Quanto a possíveis mudanças, as referidas empresas não avançam qualquer comentário, dizendo que o "assunto será analisado oportunamente com a tutela".
Das 18 empresas públicas dos diversos sectores sabe-se que o presidente dos CTT, Estanislau Costa, já anunciou não estar disponível para continuar à frente da empresa, "por razões que são, exclusivamente, do foro pessoal e familiar".
De acordo com a notícia avançada pelo jornal "Sol", no último dia 23, Estanislau Costa continuou a receber durante quase dois anos o vencimento da PT (23 mil euros) quando já era administrador dos CTT (15 mil euros) e que se terá demitido antes de se tornar pública a auditoria da Inspecção-geral das Finanças.
Quanto a nomes em fins de mandato, o do presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira (aufere cerca de 371 mil euros por ano, sem ajudas nem prémios), começou a ser falado ainda em Agosto, aquando de uma notícia que o dava de saída da CGD no final do mandato, por indisponibilidade do próprio. Na altura, o banco reagiu referindo que a notícia era "desprovida de qualquer fundamento".
Pedro Serra, presidente da Águas de Portugal, também termina o mandato este mês, desconhecendo-se qual a vontade do administrador ou mesmo do Executivo na sua continuação.
Mudanças ou reconduções estão também anunciadas para os diferentes portos portugueses, de Aveiro, Douro e Leixões, Lisboa, Sines, Setúbal e Sesimbra, bem como na administração da Transtejo e do Metro do Porto.
 
 

3 comentários:

Marota disse...

Pior que "Aprés moi la gonorrhée".

Pata Negra disse...

E como reage o povo a esta pouca vergonha? Prepara-se para eleger Cavaco, Sócrates ou Coelho com o argumento reconfortante de que "são todos iguais" ou "se tu lá estivesses fazias ou mesmo"!
A pouca vergonha desta gente já ultrapassou o insuportável e o revoltante, é tempo de incendiar Lisboa!

Meg disse...

Ninguém reage, por isso é que isto ainda está como está... e vai continuar. A seguir outros virão e haverá quem os mantenha...
O PN tem toda a razão.
Vivemos num país a saque e parece que gostamos. IRRA!!!
Um abraço