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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Pinocadas...

Documento divulgado hoje

Relatório PT/TVI: Primeiro-ministro mentiu ao Parlamento

11.06.2010 - 14:17 Por Maria José Oliveira
[Publico]


Entre as duas dezenas de conclusões que rematam um relatório com quase 250 páginas, redigido pelo deputado bloquista João Semedo, encontra-se sustentada a acusação de que José Sócrates mentiu ao Parlamento, a 24 de Junho de 2009, quando afirmou desconhecer a tentativa de compra da TVI pela Portugal Telecom (PT). "Não estou sequer informado disso, nem o Estado tem conhecimento disso", disse então o primeiro-ministro.

Essa não é, porém, a interpretação de João Semedo, que, ao fim de quase dois meses de audições e análises de documentos, entende que Sócrates e o Governo conheciam, já nesse dia de debate parlamentar, o processo de negociações. Para tal, Semedo invoca as seguintes razões: na véspera do debate, o negócio PT/TVI foi manchete dos jornais i e Diário Económico, e ainda nesse dia (23) a PT comunicou formalmente à CMVM a existência de negociações com a Prisa e com a Media Capital; o então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sabia dessa comunicação, como confirmou na sua audição perante os deputados; ainda a 23, o jornal i pediu ao então ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, um comentário sobre o assunto.

"Assim", pode ler-se no relatório, "o Governo e o primeiro-ministro tinham conhecimento das negociações entre a PT e a TVI, apesar de Sócrates ter afirmado o contrário - no debate, em resposta a uma pergunta do CDS, e fora do hemiciclo, aos jornalistas. "Estas afirmações contrastam com a informação de que o Governo dispunha".

O facto de Sócrates ter afirmado, mais tarde, que afinal conhecia o negócio, embora informalmente, não convence o relator da comissão. Informal ou formal, oficial ou particular constituem igualmente "conhecimento". Trata-se de "informação adquirida", pode ler-se. "O que os pode distinguir é a respectiva origem, mas um e outro não deixam de ser conhecimento", defende Semedo.

A questão da origem da informação é também abordada no relatório, mas o deputado assume que, neste ponto, não se pode chegar a uma conclusão. Isto porque o negócio "extravasou" as fronteiras das empresas envolvidas e porque a recusa de Rui Pedro Soares em depor na comissão, as respostas por escrito de Sócrates e as limitações invocadas por Armando Vara e por Paulo Penedos nas audições não permitiram identificar a fonte de informação.

Contudo, Semedo insinua que poderá ter sido Armando Vara a "fonte particular" de Sócrates: o negócio chegou "ao conhecimento de diversas pessoas sem qualquer ligação ou relação com aquelas empresas ou com aquele negócio em particular e que, nalguns casos, são das relações pessoais do primeiro-ministro e/ou com ele apresentam afinidades político-partidárias, como é o caso de Armando Vara." 

3 comentários:

http://cortadireito.blogspot.com/ disse...

Como se sabe que ele é um mentiroso compulsivo era de concluir que o que ele dizia ser a verdade, era mentira!

donatien alphonse françois disse...

Há bocado li,acho que foi no diário digital,que os corruptos têm uma anomalia cerebral...ao pinóquio também lhe deviam fazer uma RM com contraste, mas como a cabeça é de pau podiam usar Cuprinol...

Marota disse...

É um grande artista, este primeiro-ministro... se o sintoma Pinóquio fosse verdade aquele homem era mais nariz do que homem.